A cidade de São Paulo enfrenta há anos um problema crônico que impacta diretamente a qualidade de vida da população: o descarte irregular de lixo e entulho em vias públicas, terrenos baldios e calçadas. Os chamados pontos viciados estão espalhados por todas as regiões da capital, provocando degradação ambiental, riscos à saúde pública, prejuízos financeiros aos cofres municipais e agravamento das enchentes, principalmente pelo entupimento de bueiros, galerias pluviais e córregos.
Com o objetivo de enfrentar essa prática recorrente, a vereadora Dra. Sandra Tadeu apresentou o Projeto de Lei nº 105/2025, que institui o programa Monitoramento do Lixo da Cidade de São Paulo, popularmente conhecido como Monitoramento dos Porcalhões. A proposta prevê o uso de câmeras inteligentes já disponíveis na rede de tecnologia da cidade para identificar e punir pessoas flagradas descartando lixo de forma irregular.
De acordo com a vereadora, a iniciativa busca fortalecer a fiscalização, coibir a reincidência e reduzir significativamente os pontos de descarte ilegal. “É inadmissível que a cidade gaste milhões de reais todos os anos para limpar áreas que, poucos dias depois, voltam a ser tomadas pelo lixo. Isso representa risco à saúde, insegurança e contribui diretamente para enchentes que poderiam ser evitadas. Precisamos responsabilizar quem insiste em sujar a cidade e usar a tecnologia a favor da população”, afirma Dra. Sandra Tadeu.
O projeto estabelece que o monitoramento será realizado por meio da instalação de câmeras em locais previamente mapeados com base em histórico de ocorrências. As imagens captadas serão integradas aos sistemas da Guarda Civil Metropolitana e da Secretaria Municipal de Segurança Urbana, permitindo a identificação dos infratores a aplicação das sanções previstas em lei.
Entre as penalidades estão multas proporcionais à gravidade da infração, a obrigatoriedade de participação em cursos de educação ambiental e, em alguns casos, a inclusão em mutirões de limpeza urbana.
O descarte irregular de resíduos gera impactos diretos no cotidiano da cidade. Além de comprometer a mobilidade urbana e desvalorizar espaços públicos, favorece a proliferação de doenças, o aumento da presença de ratos e insetos, o mau cheiro e o transbordamento de vias em períodos de chuva intensa.
Para a vereadora, a medida representa um avanço importante na construção de uma cidade mais organizada, limpa e justa. “O cidadão que cumpre a lei e paga seus impostos não pode continuar sendo prejudicado pelo descaso de quem ignora as regras de convivência. Esse projeto garante punição a quem não respeita as leis e mais qualidade de vida para quem vive em São Paulo”, conclui.
O Projeto de Lei nº 105/2025 foi aprovado em primeira votação pela Câmara Municipal de São Paulo e segue agora para a votação definitiva, etapa necessária para que possa se tornar lei.
