Mpox: prevenção e cuidados essenciais

A Mpox segue em monitoramento no Brasil, com 55 casos registrados em 2026 pelo Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica (CNE-VIG), do Ministério da Saúde. Embora a maioria apresente quadros leves a moderados, a doença exige atenção constante, principalmente após a OMS classificá-la, em agosto de 2024, como emergência sanitária global, diante do risco de disseminação internacional e possibilidade de nova pandemia.

Causada pelo vírus Monkeypox, a Mpox se espalha principalmente por contato próximo com pessoas infectadas, incluindo gotículas respiratórias de curto alcance, contato pele a pele, relações sexuais e contato boca a boca ou boca a pele. Objetos e superfícies contaminadas, como roupas, roupas de cama e toalhas, também podem transmitir o vírus, assim como o contato com animais infectados em regiões endêmicas.

Os sintomas mais comuns incluem erupção cutânea em forma de bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas, além de febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, cansaço e gânglios inchados. Segundo a infectologista do Hospital Santa Marcelina, Dra. Vanessa Lentini, as lesões podem surgir na boca, garganta, ânus, reto, vagina ou olhos, causando dor intensa ou dificuldade para urinar em alguns casos.

A prevenção da Mpox passa por medidas simples e eficazes: uso de máscara em contato com pessoas com suspeita ou diagnóstico, evitar contato direto com lesões, higienização frequente das mãos, uso de luvas ao manusear roupas ou roupas de cama de infectados, lavagem adequada de tecidos e desinfecção de superfícies. O diagnóstico é confirmado por exames laboratoriais, como testes moleculares, e o tratamento é voltado principalmente para alívio dos sintomas e prevenção de complicações, já que não há medicamento específico aprovado.

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