Moradores da Gleba do Pêssego cobram transporte Público na Rua Sho Yoshioka

Cerca de 2.000 famílias percorrem quase um quilômetro sem acesso a linhas de ônibus; abaixo-assinado na Change.org já soma 615 assinaturas e pede ajuste na linha N438-11

Quem mora na Rua Sho Yoshioka, no bairro Gleba do Pêssego, em Itaquera, enfrenta todos os dias uma realidade que mistura distância, insegurança e descaso com o transporte coletivo. A situação tem gerado revolta entre os moradores da região, que estimam um contingente de cerca de 2.000 famílias sem acesso adequado às linhas de ônibus.

O problema começa já na geografia do lugar. A via está localizada a aproximadamente um quilômetro dos dois únicos pontos de ônibus disponíveis para a comunidade. Pela primeira opção de acesso, vindo da Avenida Jacu Pêssego, quem depende do transporte público precisa enfrentar uma ladeira íngreme que, nos dias de chuva, torna o trajeto ainda mais penoso e arriscado. Já pela segunda rota, que conecta a Rua Malmequer do Campo à Rua Sho Yoshioka, o caminho passa por um trecho tomado por mato e completamente isolado de qualquer residência — um corredor de vulnerabilidade que coloca em risco especialmente mulheres e estudantes que precisam se deslocar nos períodos da manhã e da noite.

A solução apontada pelos moradores tem endereço certo: a linha N438-11, que faz o circuito entre o Terminal Metrô Itaquera Norte e o Hospital Santa Marcelina. A proposta é incluir a Rua Sho Yoshioka no itinerário atual, com parada no número 524, sem suprimir nenhum ponto já existente. O ajuste conectaria o trajeto à rua pela Rua Iososuke Okaue, seguindo pela Rua Malmequer do Campo e pela Estrada dos Monos antes de retomar o percurso pela Avenida Jacu Pêssego. Uma mudança pequena no papel, mas transformadora na prática.

Há ainda outro argumento de peso a favor da mudança. A área abriga o Instituto das Cidades — Campus Zona Leste da UNIFESP, cuja entrada principal está justamente na Rua Sho Yoshioka. Com a expansão prevista para o campus, a tendência é de aumento significativo no fluxo de estudantes e servidores pela região, o que torna ainda mais urgente a adequação do transporte público antes que a demanda supere qualquer solução improvisada.

Diante da omissão do poder público, os próprios moradores tomaram a iniciativa. Um abaixo-assinado hospedado na plataforma Change.org, criado por Fernando Oliveira, já acumula 615 assinaturas verificadas com a meta de chegar a 1.000, número que, segundo a plataforma, multiplica por cinco as chances de sucesso da petição. O documento é endereçado à SPTrans e à Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito.

 

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