Delegada da 1ª DDM recebe título de cidadã paulistana

De carioca à paulistana: delegada da 1ª DDM recebe Título de Cidadã por trabalho de proteção à mulher

Pelo trabalho contínuo no combate à violência e na proteção de grupos vulneráveis, a delegada Cristine Nascimento Guedes Costa foi condecorada com o Título de Cidadã Paulistana. A solenidade, realizada na Câmara Municipal de São Paulo, celebrou a dedicação da autoridade policial à frente da 1ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) da capital paulista, em uma iniciativa de autoria da vereadora Ana Carolina Oliveira (PODE).

Atendimento integrado na Casa da Mulher Brasileira

Comandada por Cristine há 13 anos, a 1ª DDM fica localizada no Cambuci, região central, dentro do complexo da Casa da Mulher Brasileira. A estrutura opera com plantão 24 horas e reúne, em uma mesma instalação, Defensoria Pública, Ministério Público, Tribunal de Justiça e suporte psicossocial, facilitando o amparo imediato e reduzindo os deslocamentos das vítimas entre órgãos públicos.

A unidade passou por um processo amplo de reestruturação sob a liderança da delegada, contando atualmente com um efetivo superior a 50 policiais instruídos para oferecer escuta humanizada. Segundo a administração municipal, o complexo já prestou atendimento a milhares de cidadãs e se consolidou como padrão para outras regiões do país.

Ao justificar a honraria, a vereadora Ana Carolina Oliveira enfatizou o valor social da atuação da profissional: “A Dra. Cristine transformou a 1ª DDM em um lugar de acolhimento de verdade. Quando falamos de proteger mulheres, crianças e adolescentes, falamos de profissionais que estão ali todos os dias, com escuta qualificada, sem julgamento. Esse título é um obrigado de toda a cidade”.

Da chegada à capital ao compromisso social

Natural do Rio de Janeiro, Cristine migrou para São Paulo em 2010. Em sua vida pessoal, a delegada é casada há 17 anos e mãe de Rafael, de 11 anos. Durante o evento solene, ela relembrou as mais de duas décadas de desafios e conquistas em solo paulista.

“Receber esse título é muito simbólico. Eu vim do Rio, mas foi em São Paulo que construí minha família, minha carreira e meu propósito. São 13 anos ouvindo histórias dolorosas, mas também vendo mulheres recomeçando. O desafio continua sendo enorme, fazer com que a mulher denuncie sem medo, garantir medida protetiva rápido e mostrar que a rede funciona”, ressaltou a homenageada.

A entrega do título reuniu familiares da policial, integrantes da Polícia Civil e gestores da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, ressaltando a relevância da integração das forças de segurança com a rede de assistência social.

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