Obras do “metrô de superfície” começam em maio e vão beneficiar cerca de 290 mil passageiros por dia na zona leste de São Paulo
A Prefeitura de São Paulo apresentou oficialmente o projeto do BRT Aricanduva durante evento realizado no teatro do CEU Aricanduva. O encontro foi conduzido pelo secretário da Siurb, Marcos Monteiro, e contou com a presença dos subprefeitos da Penha, Katia Falcão; do Aricanduva, Rafael Meira; de Itaquera, Rafael Limonta; e de São Mateus, Ozziel Souza, além de técnicos da SPObras, da Siurb e da SPTrans, representantes da sociedade civil e moradores da região.
O BRT (Bus Rapid Transit, ou Transporte Rápido por Ônibus) funciona como um “metrô de superfície”: opera em corredores exclusivos, com veículos articulados de alta capacidade, embarque em nível nas estações e pagamento antecipado da tarifa, garantindo mais rapidez, conforto e eficiência em comparação ao ônibus convencional.

Traçado e obras
Com 13,6 quilômetros de extensão, o corredor terá início na intersecção da Avenida Radial Leste com a Avenida Aricanduva, seguirá acompanhando o traçado do Rio Aricanduva e da Avenida Ragueb Chohfi, encerrando seu percurso nas proximidades do Terminal São Mateus da EMTU, na Praça Felisberto Fernandes da Silva, em São Mateus. As obras estão previstas para começar em maio deste ano.
O investimento total é de 121 milhões de dólares, equivalentes a 648 milhões de reais, com recursos do Banco Mundial. A construção foi dividida em quatro lotes, vencidos pelos consórcios DPE Aricanduva (lotes 1 e 2), FAK Aricanduva (lote 3) e SHA Mobilidade Aricanduva (lote 4). O corredor terá pistas no canteiro central em concreto, faixas de ultrapassagem nas paradas, asfalto nas demais faixas, além de ciclovia e passeios acessíveis ao longo de todo o trajeto.
Integração com metrô, CPTM e monotrilho
O BRT Aricanduva vai se conectar à Linha 3–Vermelha do Metrô, às Linhas 11–Coral e 12–Safira da CPTM, à futura extensão da Linha 2–Verde do Metrô, à Linha 15–Prata do Monotrilho e aos corredores de ônibus da Radial Leste e de Itaquera — formando uma das maiores redes de integração de transporte público já planejadas para a zona leste.
Ao todo, serão implantadas 46 estações de embarque e desembarque (23 em cada sentido), com espaçamento médio de 600 metros. As estações serão fechadas, com portas automáticas, banheiros, sistema de combate a incêndio, rotas de fuga e acesso à internet via Wi-Fi. As plataformas terão acessibilidade plena, com piso tátil, rampas e embarque em nível.
Tecnologia e segurança
O projeto prevê um Sistema Inteligente de Transporte (ITS) com monitoramento contínuo do corredor. Recursos como bilhetagem desembarcada, informações em tempo real sobre horários e ocorrências, e painéis de avisos sonoros e visuais vão garantir mais eficiência na operação. Câmeras com vídeo analítico reforçarão a segurança nas estações, com foco especial na prevenção do assédio contra mulheres.
Ao longo do trajeto, serão instalados totens com botões de emergência para ciclistas, conectados diretamente às estações e à central de controle. As estações também contarão com placas solares para geração de energia e sinalização semafórica inteligente interligada por fibra ótica ao Centro de Controle Operacional.
Paisagismo e mobilidade ativa
Além da infraestrutura de transporte, o projeto inclui tratamento paisagístico e urbanístico em toda a extensão do corredor, com ciclovia e passeio acessível em ambos os lados do Rio Aricanduva. A iniciativa prevê ainda a requalificação urbana das margens do rio, trazendo mais qualidade de vida para os moradores da região.
Segundo a Prefeitura, o BRT Aricanduva beneficiará diretamente cerca de 290 mil passageiros por dia e aproximadamente 1 milhão de pessoas de forma indireta.
Mais informações sobre o projeto podem ser obtidas no site www.brtaricanduva.com.br











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