Jornalistas conquistam prêmio nacional com reportagem sobre energia

Equipe da Agência Brasil vence Seleção Petrobras de Jornalismo

Um repórter e uma fotógrafa figuram entre os premiados da Seleção Petrobras de Jornalismo, iniciativa que contemplou um total de 14 propostas de reportagens distribuídas por 12 estados do país. Cada profissional ou equipe selecionada receberá uma verba no valor de R$ 20 mil reais para a execução dos trabalhos.

Detalhes do projeto premiado

O resultado da premiação foi tornado público em uma quinta-feira (5). A dupla vencedora utilizará o recurso financeiro para viabilizar a produção de conteúdos especiais focados no projeto intitulado “Quem mantém a luz acesa? Ciência, energia solar e autonomia Baniwa no Rio Negro”.

Importância da cobertura pública

“O acesso à energia ainda é um desafio para populações periféricas e comunidades mais isoladas dos centros urbanos. E uma das funções da comunicação pública é justamente olhar para lugares e pessoas que podem passar à margem da cobertura da mídia tradicional privada. Nesse sentido, a bolsa de reportagem permite que cheguemos até essas regiões e conseguimos dar voz para quem não costuma ser ouvido”, diz Rafael Cardoso.

A diretora de Jornalismo da instituição, Myrian Pereira, também destacou o alcance da premiação. “A premiação do Rafael Cardoso e da Tânia Rêgo reafirma o compromisso histórico da EBC com o jornalismo público, investigativo e de profundidade. Levar a cobertura para o interior da Amazônia, dando luz à inovação e à autonomia do povo Baniwa, é a essência da nossa missão: mostrar um Brasil diverso, sustentável e que muitas vezes fica fora da grande mídia privada.”, afirmou.

Foco em inovação e energias limpas

A edição atual teve como eixo central o tema Ciência e Energias do Futuro, estimulando a cobertura jornalística voltada para pesquisa, inovação, transição energética justa, combustíveis sustentáveis e novas fontes energéticas.

“É uma oportunidade de ampliar a presença da comunicação pública, dar visibilidade a histórias pouco contadas em veículos de imprensa tradicionais e produzir informação de qualidade sobre temas de interesse da sociedade”, diz, Tânia Rêgo.

Lista completa de contemplados por região

Abaixo estão os demais jornalistas e equipes contemplados no edital:

Norte: Deylon dos Santos Félix (AC), com “Energia esquecida: por que o Acre abandonou a pesquisa em biocombustíveis?”; Marly Ramos de Quadros (PA), com “A energia do futuro navega pelos rios da Amazônia”; e Mauricio Max da Silva Castelo Branco (AM), com “Transição energética sobre rios: desafios para eletrificar o transporte fluvial na Amazônia”.

Nordeste: Andréia da Cunha Vitório e Catalina Leite (CE), com “Laboratório Caatinga”; Camila Gabrielle Oliveira Calzavara, Ana Paula Rocha e Hector Sousa (SE), com “Do descarte ao combustível: ciência sergipana transforma resíduos do coco e do camarão em energia limpa”; além de Karyne Lane Alves Gomes, Révinna Nobre Maia Mourão, Antonio Wandersson Silva Trindade, Maria de Fátima Sudário de Pinho e Manuela Catalina Beltrán Leite (CE), com “Terra de urânio: em Santa Quitéria, jaz o futuro da energia sob um solo de incertezas”.

Centro-Oeste: Fernanda Safira Soares Campos (MT), com “Depois do sol: a rede elétrica sob pressão no celeiro do agronegócio”; e a dupla Tânia Alves Rêgo e Rafael de Carvalho Cardoso (DF), com “Quem mantém a luz acesa? Ciência, energia solar e autonomia Baniwa no Rio Negro”.

Sudeste: Ana Carolina Silva Vasconcelos e Flora Villela Faria Cardoso Rabello (MG), com “Potenciais do desenvolvimento da mineração de Elementos de Terras Raras (ETRs) no Planalto Vulcânico da região de Poços de Caldas”; Carlos Tautz (RJ), com “Brasil pode assumir vanguarda de pesquisas quânticas, liderar processos descarbonização da energia e reduzir a crise climática”; e Thiago de Souza Borges (SP), com “O sol, o lixo e o povo – Os desafios para escalar soluções locais de energia”.

Sul: Bianca Renate Dilly (RS), com “Biodigestores em escolas municipais no Rio Grande do Sul: quando a eficiência energética começa em sala de aula”; Lavínia dos Santos Machado e Rodrigo Alcântara Davila (RS), com “A ciência na emergência: como a crise climática tem impulsionado novas soluções energéticas”; e Vinicius Bonato (PR), com “Laboratórios do Paraná adiantam a energia do futuro”.

A iniciativa reforça o papel do jornalismo investigativo na cobertura de pautas socioambientais e tecnológicas em todo o território nacional.

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