Delegação das CNDL/FCDL retorna ao país com aprendizados que reforçam o papel da IA, da cultura de marca e da relevância humana no futuro do varejo.
A delegação brasileira das CNDL/FCDL marcou presença na NRF 2026, em Nova York, acompanhando de perto os debates que estão moldando o futuro do varejo no mundo. Durante três dias de programação intensa, as lideranças brasileiras absorveram insights que reforçam a urgência de inovação, a importância da experiência humana e a centralidade da inteligência artificial como base estratégica nas operações.
O primeiro dia apresentou uma mudança estrutural no varejo global: a transição de jornadas baseadas em navegação para jornadas orientadas por intenção. A IA deixou de ser tendência e se consolidou como ferramenta de produtividade, tomada de decisão e escala. Segundo os especialistas, consumidores continuam comprando, mas agora escolhem marcas que entregam valor, propósito e renovação constante de sortimento. Os ecossistemas integrados surgem como modelo dominante, reduzindo dependência de mídia paga e criando novas oportunidades de receita. Mesmo com o avanço tecnológico, as pessoas seguem no centro da experiência.
No segundo dia, o foco voltou-se para cultura, emoção e pertencimento. Ryan Reynolds destacou que o varejo não será vencido por quem investe mais, mas por quem cria conexão real. Autenticidade, velocidade e coragem para errar apareceram como pilares de marcas relevantes. Casos como Abercrombie & Fitch, Ralph Lauren, Gymshark e Skims reforçaram que tradição e inovação podem coexistir quando a marca permanece fiel ao seu DNA. A comunidade, mais do que nunca, se consolida como ativo estratégico, com a IA atuando como amplificadora de cultura, não como substituta.
O terceiro dia trouxe uma visão direta sobre comportamento. Gary Vaynerchuk afirmou que a atenção é o ativo mais valioso do varejo moderno, com o case da Barnes & Noble mostrando como relevância cultural se traduz em tráfego físico e vendas reais. Painéis com VF Corporation, JD Group e DICK’S Sporting Goods reforçaram que marcas fortes crescem aprofundando sua essência, que curadoria gera margem e que tecnologia só funciona quando melhora a decisão do cliente. Já Walmart, McDonald’s e Carrefour mostraram que serviços e dados já representam grande parte da lucratividade no varejo norte-americano.
Ao final, Jason Goldberg alertou para o avanço dos agentes de IA, que já realizam compras de forma autônoma, escolhendo produto, varejista e reposição. A delegação brasileira retorna ao país com um recado claro: o futuro do varejo não é sobre parecer grande, mas sobre ser relevante. IA, comportamento, ecossistemas integrados, marca forte e cultura humana formam o novo alicerce das empresas competitivas. Em um mercado em rápida transformação, quem age agora conquista espaço antes do restante do setor.











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