Como a CDL Itaquera conecta negócios e impacto social na Zona Leste
Quando falamos em desenvolvimento local, quase sempre aparecem três atores principais: o governo, as empresas e o terceiro setor. Cada um tem seu papel, mas, olhando para a realidade de Itaquera e da Zona Leste, fica evidente que só esses três não dão conta da complexidade dos problemas do dia a dia. É nesse cenário que ganha força o chamado Setor 2,5, um novo jeito de pensar negócios, impacto social e futuro das comunidades, aproximando desenvolvimento econômico e transformação social com foco nas pessoas e no território.
O primeiro setor é o poder público, responsável por políticas públicas, infraestrutura, saúde, educação, segurança e transporte. O segundo setor é o privado, formado por empresas que geram empregos, pagam impostos e mantêm a economia girando. O terceiro setor reúne ONGs, associações e movimentos sociais que atuam onde o Estado não chega, tentando reduzir desigualdades e proteger direitos. O Setor 2,5 nasce da necessidade de integrar esses mundos por meio de negócios de impacto, empresas que buscam lucro, mas colocam no centro a pergunta sobre qual problema socioambiental estão resolvendo, fugindo da lógica da filantropia pontual e apostando em impacto positivo contínuo.
Nesse contexto, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Itaquera assume papel estratégico como agente de desenvolvimento, indo além da defesa dos lojistas e do comércio local. Iniciativas como Núcleos de Empreendedorismo voltados a jovens e mulheres, campanhas de consumo consciente e ações de educação financeira ligadas à proteção ao crédito mostram, na prática, como o setor empresarial pode atuar como Setor 2,5 na Zona Leste. Em regiões como Itaquera, essa integração entre governo, empresas e sociedade civil não é teoria, mas uma necessidade urgente para conectar, articular e transformar a realidade das pessoas.










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