Oi! Tudo bem? Como você está? Se a resposta for “não muito bem”, faça uma pausa. Procure uma janela, sinta a brisa, o calor do dia ou o frio, se estiver frio. Sente-se e coloque a mão no chão. Pense há quanto tempo você não faz isso. Sinta o cheiro da água molhando a terra. Feche os olhos por um minuto e saiba: algo que é certo neste mundo de tantas incertezas é que tudo passa.
Às vezes, tudo parece tão difícil e sem saída. Há dias em que o peso parece maior do que conseguimos carregar e em que encontrar uma saída parece impossível. Mas lembre-se sempre: você não precisa passar por tudo sozinho. Compartilhe seus sentimentos. Aquele amigo querido se importa com o que você sente; sua mãe sente sua dor; seu filho deseja o seu bem; seu colega de sala espera por você todos os dias; seu colega de trabalho não imagina como seria aquele lugar sem você; e seu bichinho de estimação sente o amor em seu afago e ama você na mesma proporção.
Talvez você não perceba, mas existe alguém que se importa com você, que sente sua falta, que espera por sua presença e que deseja o seu bem. Nem sempre conseguimos enxergar isso quando estamos atravessando um momento difícil, mas isso não significa que não seja verdade. Por isso, fale, procure alguém, permita-se receber cuidado e não tenha vergonha de pedir ajuda. Setembro Amarelo é um mês para falar sobre saúde mental e olhar para ela com carinho. É um convite para escutar mais, acolher sem julgamentos e perceber que, muitas vezes, uma palavra, um abraço, uma conversa ou simplesmente estar presente podem fazer toda a diferença na vida de alguém.
Mas, sinceramente, todos os meses devem ser dedicados a esse olhar de carinho e cuidado. A saúde mental não precisa de um calendário para ser lembrada. Precisamos aprender a cuidar uns dos outros durante todo o ano, respeitando nossas dores, nossos limites e nossas histórias. Precisamos entender que pedir ajuda não é sinal de fraqueza. Pelo contrário, reconhecer que precisamos de apoio também é uma forma de coragem e de cuidado com a própria vida.
Se hoje estiver difícil, respire. Dê um passo de cada vez. Você não precisa resolver tudo agora. Seja gentil consigo mesmo e com suas dores. Permita-se curar as feridas, permita-se recomeçar, permita-se receber ajuda. Procure ajuda e lembre-se: você é importante. Sua vida importa. Você faz falta. E, mesmo que hoje não consiga enxergar, ainda há caminhos, pessoas e possibilidades que podem ser encontrados.
Por Ive de Goes Sá, Pedagoga formada pela Universidade de São Paulo (USP), com especializações em Psicopedagogia pelo Senac e em Gestão Pública pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Integra a equipe do Senac desde novembro de 2022e reúne experiências nas áreas de educação, projetos sociais e políticas públicas. Ao longo de sua trajetória, atuou no Senai como analista de Qualidade de Vida, acompanhando e orientando pedagogicamente cursos de Aprendizagem Industrial, Técnicos e de EnsinoSuperior. Também trabalhou na Fundação Abrinq como assistente de Projetos, coordenou o projeto PlanSeQ Turismo em São Paulo e no Rio Grande do Sul pela Oxigênio – Desenvolvimento de Políticas Públicas e Sociais e participou de uma ação da Unesco, em parceriacom o Instituto Paulo Freire, voltada à pesquisa “Vitimização e Racismo nas Escolas”.










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