A Câmara Municipal de São Paulo realizou a entrega da primeira edição do Prêmio Anísio Teixeira de Qualidade do Ensino Municipal, uma iniciativa voltada para valorizar projetos inovadores desenvolvidos nas escolas da capital paulista.
Homenagem aos gestores escolares A honraria foi integrada ao calendário institucional em outubro de 2025 por meio de um projeto do vereador Eliseu Gabriel (PSB), membro da Comissão de Educação, Cultura e Esportes, que conduziu a entrega das homenagens durante Sessão Solene realizada na noite de segunda-feira (26/10).
“Quando eu pensei em criar esse prêmio, foi pensando em se colocar luz no trabalho bonito que a educação pública de São Paulo faz. Esses gestores são decisivos em todo o processo. Eu, que fui professor por muitos anos em escolas públicas, sei: o papel deles é absolutamente fundamental.”
Origem do nome da premiação O nome do evento presta tributo a Anísio Spínola Teixeira (1900–1971), figura central na história educacional do país, reconhecido como pioneiro da educação integral, idealizador de universidades e defensor de um sistema público gratuito, laico e de qualidade.
“O Anísio Teixeira é maravilhoso. O primeiro que pensou sobre a educação integral. Foi fundador da Universidade de Brasília. Um gênio. Infelizmente, ele foi assassinado pela ditadura, em 1971. Por isso, estamos aqui para não nos esquecermos do horror da ditadura, lembrarmos do nome dele e da importância da educação pública”, disse Eliseu.
Estrutura da rede municipal e avaliação Atualmente, a rede de ensino do município conta com 1.600 unidades diretas e 600 escolas de ensino fundamental. O secretário municipal adjunto, Samuel Ralize, representou a pasta da Educação no evento.
“Estamos muito felizes por mais uma oportunidade para que nossos gestores contem para seus colegas quais são suas ideias, seus projetos e suas iniciativas que inovam e transformam o cotidiano escolar”.
Nesta edição inaugural, 27 projetos foram submetidos e 25 cumpriram os requisitos para a disputa. A banca avaliadora contou com delegados do Fórum Municipal de Educação, da SME (Secretaria Municipal de Educação) e do Sinesp (Sindicato dos Especialistas de Educação do Ensino Público Municipal de São Paulo).
Os critérios de julgamento abrangeram inovação na gestão, impacto na qualidade social, relevância comunitária, transparência no uso de recursos, fortalecimento da gestão democrática, abrangência, sustentabilidade e excelência técnica.
A professora e doutora Denise da Costa Aguiar, vice-secretária-geral do Sinesp, integrou a comissão julgadora e comentou sobre o processo seletivo.
“A comissão julgadora teve uma grande dificuldade na seleção dos premiados. O nível dos projetos foi altíssimo. Esses trabalhos retratam o chão da escola e como o papel dos gestores reverbera em uma educação de qualidade para as nossas crianças, jovens e adultos”.
Projetos vencedores da premiação Os primeiros colocados de cada segmento foram contemplados com a Salva de Prata da Câmara Municipal.
Categoria I – Educação Infantil 1º lugar: Cláudia Rosa de Oliveira – Projeto “Território Educativo das Travessias” 2º lugar: Clarice Maria Ferri – Projeto “Escola de Pais – Fortalecendo Vínculos” 3º lugar: Viviane Faulstich Arbex – Projeto “Celebrando as diferenças: a coordenação pedagógica na articulação de uma cultura inclusiva”
Categoria II – Ensino Fundamental I e II 1º lugar: Keilla Barreto Girotto – Projeto “Espaço Público de Leitura Biblioteca da Zora Herzog” 2º lugar: Rodolfo Pauzer – Projeto “Da Justiça à Cidadania (Governança, Transparência e Segurança Alimentar por meio das Penas Alternativas)” 3º lugar: Bianca dos Santos Torres – Projeto “Além dos Muros: experiências de uma Gestão Amiga da Comunidade”
Categoria III – Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos 1º lugar: Ewerton Menezes Fernandes de Souza – Projeto “Construindo uma escola sustentável: do planejamento coletivo à ação territorial” 2º lugar: Tatiana Cardoso Leal dos Santos Naves – Projeto “Novo Território, Novas Conexões: o AEE Colaborativo do CIEJA Itaquera no CEU Rei Pelé”
A solenidade completa pode ser revista através dos canais oficiais do Legislativo paulistano.
Fonte: CMSP










