O governo federal identificou uma forte ligação entre o mercado de apostas virtuais e facções criminosas, conforme apontado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, em declaração recente.
Impacto das medidas restritivas Durante debates sobre a proibição das plataformas, o titular da pasta sustentou que a normativa governamental tem desempenhado papel fundamental na repressão a ilícitos financeiros.
“Desafortunadamente, constatamos uma proximidade indesejável da atividade de bets com o crime organizado, com a lavagem de dinheiro”, afirmou o ministro.
Balanço de operações e lavagem de dinheiro Relatórios repassados à Suprema Corte indicam o congelamento de R$ 3,3 bilhões em transações atípicas associadas às plataformas digitais. O resultado é fruto de 21 ações coordenadas pelas forças policiais e pelo Ministério Público desde o ano de 2018.
A autoridade máxima da pasta explicou que as estruturas de apostas na internet servem de fachada para legitimar capitais originados do narcotráfico e de outros delitos graves.
“É relevante que a coletividade brasileira perceba exatamente do que se trata e do que estamos a decidir hoje nesta ocasião aqui”, completou.
Contexto judicial no STF A sessão de debates foi estabelecida pelo ministro Luiz Fux, encarregado de julgar as contestações legais movidas por associações do setor contra a regra federal.
As entidades representativas buscam anular o texto normativo que suspendeu a operação e a divulgação de cassinos virtuais, dispositivo este promulgado em setembro.
Fonte: Agência Brasil - EBC










