Milhões de candidatos confirmados no Exame Nacional do Ensino Médio de 2026 aguardam ansiosos para descobrir qual será o tema da prova de redação, que será revelado às 13h30 deste domingo, no horário de Brasília, com o início do exame em mais de 1,7 mil municípios brasileiros.
Diversidade de eixos temáticos
Nas edições passadas, o Inep explorou temas variados divididos em eixos como cidadania e direitos sociais, meio ambiente e sustentabilidade, saúde pública e mental, grupos vulneráveis e desigualdades, trabalho e economia, tecnologia e mídia. Diante dos cadernos, os participantes deverão produzir um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas com base na situação-problema apresentada e nos textos motivadores.
Rotina de trechos manuscritos
Para se preparar, a estudante Isadora Abreu manteve uma rotina intensa de escrita à mão nos últimos meses. Ela quer cursar medicina na Universidade de Brasília ou na Escola Superior de Ciências da Saúde, mas avalia que a experiência como treineira desde o primeiro ano do ensino médio foi fundamental para compreender o ritmo do exame nacional.
“Como já tinha uma base boa de redação construída ao longo do ensino médio, esse ano foquei principalmente na prática das redações e também no polimento do uso de repertórios. Em média, fiz cerca de seis redações por mês no cursinho e na escola”, comenta sobre os manuscritos.
A aluna também planeja a gestão do tempo durante a aplicação: “Começo lendo o tema da redação e fazendo meu projeto de texto. Se for um tema que tenho facilidade, já faço a redação logo. Se não, faço algumas questões enquanto penso no que vou escrever.” Nos simulados, ela separava no máximo duas horas para o rascunho e a transcrição, garantindo tempo livre para as demais questões.
Exigência com repertório
Isadora redobra os cuidados com a escolha de repertórios legítimos devido ao rigor da banca contra as fórmulas prontas de citação. Para a conclusão, ela desenvolveu um modelo próprio: “Ao longo da minha preparação no cursinho, criei, com auxílio da minha professora, um modelo próprio de conclusão que funciona melhor para mim. Nele, tenho todas as expressões e conectivos necessários para encaixar os cinco elementos de forma fácil, rápida e usando entre quatro e cinco linhas.”
Orientações pedagógicas
Professor de língua portuguesa há 23 anos, Flávio Miguel destaca a importância da formalidade na escrita e do alinhamento argumentativo. “Nada de expressões coloquiais ou chulas no texto”, avisa. Ele reforça que a compreensão do tema é vital para atender às exigências da Competência 2 do Inep.
“É importante que o estudante entenda perfeitamente o tema proposto, como descrito na Competência 2, avaliada pelo Inep. Assim, poderá construir a argumentação de maneira competente, usando repertórios que tenham a ver com o tema, que sejam validados e ligados aos argumentos escolhidos”, aconselha o docente.
O professor também enfatiza o respeito aos direitos humanos e à estrutura de intervenção: “É importante apresentar todos os elementos exigidos pela Matriz de Referência do Enem: agente, ação, meio, finalidade e detalhamento, claramente definidos.” Sobre a coesão, ele alerta que “o estudante não deve esquecer dos conectivos entre os períodos, pois estes que fazem a fluidez e a coerência do texto. Mas é preciso que esses recursos estabeleçam relações lógicas entre as ideias apresentadas.”
Cartilha oficial do Inep
Na véspera, enquanto estudantes buscam distrações com a família para aliviar a tensão, os candidatos ainda podem revisar as diretrizes na nova edição da cartilha oficial do participante disponível no portal do Inep, que conta com versões adaptadas para pessoas surdas, com deficiência auditiva, autismo ou dislexia.
Fonte: Agência Brasil - EBC










